Alguns vegetarianos defendem a violência no caso do tatuador e do menor e isso é preocupante

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Alguns vegetarianos defendem a violência no caso do tatuador e do menor e isso é preocupante

Um caso de injustiça que faz brotar o pior do ser humano.


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O texto a seguir está marcado na categoria Ponto de Vista-se (veja aqui) e, como o nome sugere, é um ponto de vista, uma opinião, de Fabio Chaves, fundador do portal Vista-se.


Achei que eu não precisaria escrever nada a respeito desse caso porque é óbvio que foi uma tortura totalmente desproporcional ao erro do menor.

Mas eu resolvi escrever este texto porque tenho visto algumas pessoas apoiando a atitude do tatuador, inclusive algumas pessoas ligadas à defesa dos animais. Ver qualquer pessoa defendendo a violência é triste, mas ver vegetarianos fazendo isso é ainda mais incômodo para mim. Vegetarianos deveriam ter as questões da compaixão e da justiça mais esclarecidas.

Seguindo a lógica desse tatuador:

1. Ao flagrar alguém parando em vaga de deficiente no shopping, eu deveria dar um soco no rosto do criminoso?

2. Se eu pegar um menino riscando o meu carro com um prego, devo pegar ele, amarrar em um poste e quebrar suas duas pernas com um pedaço de pau?

3. Se eu vir alguém roubando um pacote de bolacha no supermercado, devo quebrar o braço dessa pessoa e filmar a reação de dor dela para publicar nas redes sociais como exemplo?

A relação desproporcional entre o suposto erro do menor e o castigo dado pelo tatuador é gritante, só quem tem o discurso de ódio na ponta da língua pode compactuar com uma barbaridade dessas. E digo suposto erro do menor porque nem a tentativa de roubo da bicicleta foi totalmente esclarecida e pode não ter sequer acontecido realmente. Não há provas e a família diz que o menor é usuário de drogas e tem problemas mentais.

Que fique claro: eu não gosto de ladrão, ninguém gosta de ladrão. Eu não gosto de quem estaciona em vaga de deficiente. Ninguém gosta. Eu não gostaria que riscassem o meu carro. Claro que ninguém é conivente com isso também. O que defendo é que não voltemos à barbárie e que os crimes sejam punidos de forma proporcional, segundo a lei.

Se cada um sentir que tem o direito de julgar o outro e de aplicar uma punição, vai sempre prevalecer o mais forte, e não o que é mais justo. E, na raiz de tudo, vegetarianos não deveriam concordar com injustiças e promoção do sofrimento e da dor.


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