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Apresentador da TV Canção Nova diz que a exploração de animais é justificada pela Igreja

Confira o que diz oficialmente a Igreja Católica sobre o tema.


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O diácono – não é um padre, é um profissional que decidiu se dedicar à Igreja – Profº Felipe Aquino deu um show de falta de sensibilidade em relação aos animais em seu programa na última quinta-feira (2). O programa se chama Pergunte que Responderemos e vai ao ar para dezenas de cidades de cinco regiões do país pelo canal TV Canção Nova, de sinal aberto.

Ao responder a dúvida de um telespectador sobre a posição da Igreja em relação aos maus-tratos aos animais, Aquino revelou quão arcaica é a posição da Igreja Católica nesse sentido. Com o livro Catecismo da Igreja Católica em mãos, ele leu o seguinte:

“Deus confiou os animais ao governo daquele que foi criado à Sua imagem. É, portanto, legítimo servimo-nos dos animais para a alimentação e para a confecção do vestuário. Podemos domesticá-los para que sirvam o homem nos seus trabalhos e lazeres. As experiências médicas e científicas em animais são práticas moralmente admissíveis desde que não ultrapassem os limites do razoável e contribuam para curar ou poupar vidas humanas.” – diz o parágrafo 2417. Essa informação pode ser encontrada no site do Vaticano, basta procurar pelo número do parágrafo no link a seguir (acesse aqui).

É, como disse Aquino no vídeo, a posição oficial da Igreja Católica. Para exemplificar o que a Igreja quer dizer quando autoriza a domesticação de animais para ajudar o ser humano no trabalho, Aquino usa uma frase especialmente repugnante:

“Uma coisa que nós temos que entender é que o animal dá glória a Deus quando ele serve ao Homem. Então, quando um cavalo puxa uma carroça do Homem, ele está dando glória a Deus porque ele foi feito para isso.” – disse. Aquino completou dizendo que deve-se dar ração e cuidar bem dos animais explorados para o trabalho. Maus-tratos, na opinião dele, é deixar o animal com sede ou com fome, resumindo.

No parágrafo seguinte, número 2418, o livro Catecismo da Igreja Católica diz o seguinte:

“É contrário à dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas. É igualmente indigno gastar com eles somas que deveriam, prioritariamente, aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, mas não deveria desviar-se para eles o afeto só devido às pessoas.” – diz o trecho.

Aquino aproveitou o texto para dizer que “tem muita gente que gasta mais dinheiro com animais do que com criança pobre”, dando a entender que quem se importa em dar uma boa vida aos seus animais tutorados não se importa com crianças em situação de rua.

O diácono ignorou, no entanto, o trecho onde diz que não é certo fazer os animais sofrerem inutilmente. Por ser de conhecimento público nos dias atuais de que não precisamos nos alimentar de animais e suas secreções, fica óbvio que o que fazemos com eles é inútil, desnecessário.

Assista ao vídeo | YouTube

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