Ativista explica por que veganos devem consumir produtos de empresas que testam em animais

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Ativista explica por que veganos devem consumir produtos de empresas que testam em animais

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Recentemente, uma marca ligada à empresa Unilever lançou dois sabores de sorvete sem nada de origem animal no Brasil, conforme noticiamos na terça-feira, dia 3 (relembre aqui). A marca é Ben & Jerry’s.

A Unilever tem uma vasta linha de produtos alimentícios, de limpeza, de higiene pessoal e outros. A empresa é conhecida por testar em animais e por manter, inclusive, um laboratório para isso.

Sempre que uma empresa que testa em animais lança um produto sem nada de origem animal, surge novamente a polêmica dentro do movimento vegano: consumir ou não?

Historicamente, pelo menos no Brasil, a maioria dos veganos não consome. Mas isso parece estar mudando, conforme pode ser notado nos resultados da enquete publicada na terça-feira (3), na qual 57% dos leitores do portal Vista-se responderam que um produto sem nada animal pode receber uma certificação vegana mesmo pertencendo a uma empresa que testa em animais, desde que ele não seja testado. Apenas 29% respondeu que não se deve dar um selo vegano a um produto de empresa que testa em animais e 13% disse não ter opinião formada ainda sobre esse assunto.

Também podemos notar ao longo da história do movimento vegano que poucos são aqueles que rejeitam opções veganas de locais não veganos. Uma lanchonete não vegana que lança um prato vegano não costuma ser alvo de ataques.

A questão principal nessa história é: uma empresa que testa em animais é menos ética do que uma empresa que vende produtos de origem animal? Um leite vegetal de uma empresa que testa em animais é menos digno da aprovação dos veganos do que um sanduíche de uma lanchonete carnista?

Lucas Alvarenga, vice-presidente da Mercy For Animals Brasil, argumenta que não. Ele acredita que uma empresa que testa em animais está no mesmo nível de uma empresa que vende carne.

Assim, se os veganos aceitam e incentivam que estabelecimentos não veganos coloquem opções veganas, deveriam também aceitar e incentivar produtos sem nada animal e não testados em animais de empresa que exploram animais para testes em outras linhas de produtos. Confira a argumentação completa de Alvarenga no site Veganismo Estratégico, que tem levantado questões bastante polêmicas dentro do movimento (leia aqui).

Há um outro ponto de vista. Muitos veganos acreditam que uma empresa testar em animais é algo desnecessário, antiético até mesmo para a maioria dos consumidores que comem carne. Segundo essa linha de raciocínio, comer um sorvete da Unilever seria o mesmo que utilizar um batom da Avon, marca que também testa em animais.

Ainda segundo essa linha de pensamento, se o boicote a empresas que testam em animais na área da alimentação for incoerente e desnecessário, todo o boicote a empresas de cosméticos que testam em animais também seria.

Boicotar empresas que testam em animais seria a única forma de pressioná-las a parar os testes, segundo essa parcela de veganos da segunda linha de raciocínio. Se o movimento vegano aceitar produtos dessas empresas, por que elas parariam com os testes em animais?

Por outro lado, aceitar produtos sem nada de origem animal de empresas que vendem carne e outros ingredientes animais seria uma forma de incentivá-la a se tornar vegana ou apenas uma forma de deixá-la ganhar dinheiro com os dois públicos, de acomodá-la?

É um embate e tanto. E você, o que acha? Deixe sua opinião nos comentários para enriquecermos esse debate.

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