Ativista negra explica como é ser vegana e moradora de uma grande favela do Rio de Janeiro

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Ativista negra explica como é ser vegana e moradora de uma grande favela do Rio de Janeiro

Uma abordagem necessária e inclusiva.


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Recentemente, a estudante de artes cênicas Thallita Flor publicou um texto bastante interessante intitulado “Como é ser vegana e favelada” (acesse aqui). Sem rodeios – literalmente –, assim como o título de seu texto sugere, Thallita conta sua experiência sendo vegana dentro de uma grande comunidade em Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

Thallita começou a se interessar pelo veganismo em 2013, quando estourou o caso do Instituto Royal. Na ocasião, ela diminuiu o consumo de carne e continuou pesquisando a respeito. Quando percebeu que produtos de origem animal não eram necessários e até faziam mal à saúde, ela tornou-se vegana de uma vez.

Moradora do Caramujo, Thallita conta em seu texto que conversa com seus vizinhos sobre o veganismo e que muitos deles entendem bastante a argumentação. Mas há, segundo ela detalha em seu texto, fatores alheios à vontade de algumas pessoas que as impedem de deixar de consumir produtos animais.

O motivo mais clássico, que não acontece apenas dentro das favelas, é a hierarquia clássica, quando o homem sai para trabalhar e a mulher fica para cuidar da casa e dos filhos. É bastante complicado para essa mulher, que muitas vezes é oprimida de diversas formas, bater no peito e dizer que não vai mais comer ou cozinhar animais em casa.

Outra questão bastante relevante que Thallita aborda em seu texto é a da ascensão social que ainda está diretamente ligada ao status de consumir carne. Em outras palavras, aquela pessoa que cresceu em um ambiente pobre quase sempre com poucos alimentos à disposição, tende a querer comer muita carne e laticínios quando consegue melhorar um pouco sua vida financeira.

Há também aquelas pessoas que não são pobres, mas que usam a desculpa de que ser vegano é coisa de gente muito rica. Como a estudante lembra em seu texto, um quilo de batatas é sempre mais barato que um quilo de carne. E roupas de couro animal são sempre mais caras do que as peças sintéticas. Se uma pessoa opta por uma alimentação vegana simples, com poucos industrializados e muitos vegetais frescos, vai economizar no fim do mês.

Thallita, que além de vegana é feminista e ativista no movimento negro, mantém um blog (acesse aqui) e uma página no Facebook (acesse aqui) onde compartilha dicas e pensamentos para mostrar que é possível ser vegana sem gastar muito.


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