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Caso do cãozinho Orelha: Polícia Civil de Santa Catarina colhe provas na casa dos “adolescentes”

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O assassinato do cão comunitário Orelha, em Santa Catarina, provocou comoção nacional e revelou muito mais do que um episódio isolado de violência. Orelha tinha cerca de dez anos, vivia na Praia Brava e era cuidado por comerciantes e moradores. Dócil e conhecido na região, foi atraído durante a madrugada por um grupo de adolescentes e brutalmente agredido. Encontrado ainda com vida, não resistiu aos ferimentos apesar do socorro veterinário.

O caso ganhou repercussão pela crueldade e pelo perfil dos envolvidos: adolescentes de famílias ricas, todos menores de idade. A Polícia Civil realizou diligências, recolheu equipamentos eletrônicos e investiga tentativa de intimidação de testemunhas. Ainda assim, a legislação brasileira limita severamente as punições, o que levanta um debate urgente sobre impunidade e reincidência. Agrava o cenário o fato de o mesmo grupo já ter se envolvido em uma tentativa anterior de matar outro cão comunitário.

Do ponto de vista vegano, a violência contra Orelha não é um “desvio”, mas parte de uma cultura que hierarquiza vidas animais. A indignação seletiva — que se mobiliza por cães e gatos, mas ignora bois, porcos e frangos mortos diariamente — revela uma contradição social profunda. Animais explorados para consumo também são dóceis, sensíveis e sofrem, ainda que longe dos olhos do público.

Especialistas em criminologia apontam a relação entre maus-tratos a animais na juventude e violência futura contra humanos, reforçando que o problema não é apenas ético, mas social. O caso Orelha exige justiça, acompanhamento rigoroso e reflexão coletiva. Proteger os animais é proteger a sociedade — e repensar o prato também faz parte dessa responsabilidade.


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