Vista-se | China deixa de exigir testes em animais para certos tipos de cosméticos

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China deixa de exigir testes em animais para certos tipos de cosméticos

Um pequeno passo, embora ainda não mude muita coisa.


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Segundo uma matéria publicada no The New York Times (leia aqui, em inglês), a China deixou de exigir testes em animais para alguns tipos de cosméticos.

A China Food and Drug Administration (Administração de Comida e Drogas da China) anunciou na última segunda-feira (30/06) que cosméticos considerados comuns como shampoos, cremes para uso superficial, sabonetes e produtos semelhantes não terão mais a necessidade de serem testados em animais. Isso significa que a empresa pode escolher testar ou não em animais para vender estes produtos na China, desde que eles tenham sido fabricados lá. Empresas que fabricam em outros países deverão continuar a testar em animais para vender na China. Nada muda neste sentido.

Produtos cosméticos considerados de uso especial como tinturas para cabelo e bloqueadores solares – independentemente de onde sejam fabricados – continuarão sendo testados em animais por lei para entrar no mercado chinês.

Alguns ativistas pelos Direitos Animais receberam com alegria a notícia, embora representantes da indústria e especialistas do setor digam que, na prática, pouco vai mudar em favor dos animais na maior potência manufatureira do mundo em um curto prazo. A falta de experiência com testes que não usam animais e a falta de profissionais especializados em testes alternativos pode levar muitas empresas a continuar testando em animais, já que não houve uma proibição.

A história da obrigatoriedade de testes em animais para produtos cosméticos comercializados na China começou em 1990, quando cosméticos de uso especial (bloqueadores solares, tinturas para cabelo, etc.) passaram a ser testados em animais por lei. Em 2012, a regra foi expandida para todos os produtos cosméticos, incluindo os de uso comum como shampoos. Desde então, a pressão mundial contra a lei chinesa tem se intensificado. Grandes indústrias cosméticas dizem pressionar fortemente o governo chinês para que não obrigue os testes em animais e, ao que parece, algum efeito positivo toda essa pressão vem conseguindo.


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