Comissão Externa da Câmara deve envolver a Polícia Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) nas investigações do caso do Instituto Royal

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Longe de acabar, o caso Royal ainda tem muitas perguntas sem respostas.

A Polícia Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) devem fazer parte dos órgãos que investigarão o uso do dinheiro público destinado às pesquisas do Instituto Royal, segundo reunião realizada na tarde desta terça-feira (12), no Congresso Nacional, em Brasília.

Além de investigar o uso dos mais de R$ 5 milhões que o Instituto Royal recebeu do governo, a Comissão Externa da Câmara continua juntando documentos para averiguar se havia maus-tratos aos animais que foram resgatados da instituição. A opinião da maioria dos parlamentares presentes na reunião é que havia sim maus-tratos aos animais no Instituto Royal.

O Deputado Federal Ricardo Izar Jr. lembrou ao presidente da Comissão Externa da Câmara, Dep. Protógenes, sobre a questão dos animais que ainda estão no prédio do Instituto Royal. Izar perguntou se foi feita uma contagem dos animais que ainda estão lá e Protógenes disse que não e que a Comissão deve pedir um relatório da quantidade de animais e da destinação deles nos próximos dias.

Segundo a direção do Instituto Royal, os animais que ficaram no prédio estão sendo tratados, mas o número é indefinido. Em conversa por telefone com Fabio Chaves (Vista-se), a gerente geral do Instituto Royal, Silvia Ortiz, disse que uma suposta segunda invasão ocorreu na instituição e que, por este motivo, é impossível saber exatamente quantos animais restaram. Antes, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Silvia havia afirmado que cerca de 500 animais estavam no prédio. Esta suposta segunda invasão, nas palavras de Silvia, foi registrada pela polícia local. Estranhamente, nenhum meio de comunicação noticiou o ocorrido. Baseados apenas nos fatos deste parágrafo, podemos concluir que há fortes evidências de que esta suposta invasão seja apenas um álibi para que a direção do Royal não tenha que apresentar cerca de 500 animais e sim o número que melhor lhe convier. Talvez este seja um dos motivos pelos quais a direção do Royal não tem tentado agilizar o processo de doação destes animais.

Assista à reunião

Você pode assistir à reunião na íntegra pelo site da Câmara dos Deputados, clique aqui.

Algumas frases que marcaram esta reunião:

“A iniciativa de fechamento do Instituto Royal foi da Câmara dos Deputados, não foi da Prefeitura de São Roque (com todo respeito que eu tenho ao Prefeito Daniel), não foi da justiça de São Roque, não foi da Polícia Judiciária de São Roque, não foi tampouco do Instituto Royal.” Deputado Federal Protógenes Queiroz.

“Eu tenho duas beagles comigo, porque eu sou diel depositário. Elas acordam todos os dias a uma e meia da manhã latindo, porque havia [no Instituto Royal] uma motivação para elas acordarem a uma e meia da manhã. Havia salas com mais de 42 graus de temperatura, de dia e de noite, aquilo era um teste que era feito nos animais. Se isso não for maus-tratos, não sei mais o que é maus-tratos.” Deputado Federal Ricardo Tripoli.

“Quando eu entrei [no Instituto Royal], eu me emocionei. Olha que como delegado federal eu nunca passei mal na minha vida, já vi gente retalhada, sujeito com tiro, já morreu colega… mas no dia seguinte eu tava bonzinho. Ali, eu passei mal no dia e fiquei uma semana muito ruim. Porque eu vi um lugar fétido, imundo, desassistido, distante de qualquer projeto d pesquisa científica.”
Deputado Federal Protógenes Queiroz.

A próxima reunião da Comissão Externa da Câmara que investiga o caso do Instituto Royal ficou marcada para 19 de novembro, às 15h30, no plenário 15 da Câmara dos Deputados, em Brasília.

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