E essa história da Gracyanne Barbosa lançar uma marca de ovos chamada Gracyovos, hein?
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A internet parou quando Gracyanne Barbosa surgiu anunciando sua própria marca de ovos: a GracyOvos. A musa fitness — famosa por consumir 40 ovos por dia e por defender o alimento como base para ganhar músculos — apresentou o produto em um vídeo cheio de glamour, prometendo “o mesmo ovo, só que com mais graça”. Influenciadores receberam caixas físicas, portais noticiaram e a campanha parecia totalmente real.
Dias depois, veio a reviravolta: tudo não passava de uma ação publicitária do Canva. Diferente da campanha da Xuxa, que revelava o truque no próprio vídeo, a ação de Gracyanne deixou o público acreditar no lançamento antes de revelar o golpe de marketing.
Por trás da brincadeira, há um ponto ignorado pela maioria: a indústria dos ovos. No site da GracyOvos, lia-se que cada caixa trazia “joias esculpidas por galinhas talentosas”, mas a realidade da produção de ovos no Brasil é brutal — gaiolas superlotadas, animais incapazes de abrir as asas, vivendo entre fezes e dor, exploradas até a exaustão. Quando o ritmo de postura cai, são descartadas sem cerimônia.
A ideia de que “ovo não mata” não corresponde aos bastidores: a cadeia depende da morte constante das galinhas usadas como máquinas de produção. Por isso, ao transformar ovos em objeto de luxo, a ação involuntariamente iluminou a contradição entre a estética “fitness” e o sofrimento real escondido atrás de cada caixa.
Repensar o consumo de ovos não é só ética: é reconhecer que, no futuro, comer algo que sai pela cloaca de uma ave — às custas de tanto sofrimento — deve soar tão absurdo quanto já parece hoje.
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