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Embate filosófico: mesmo ainda testando em animais, Unilever lança Becel com selo vegano

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A multinacional Unilever é uma antiga conhecida de quem não consome produtos de empresas que testam em animais. E ela continua na lista da ONG norte-americana PETA como uma empresa que pratica a chamada vivissecção (confira aqui, em inglês).

Entre outras marcas e produtos famosos, a Unilever tem a margarina Becel, que está presente no Brasil há mais de 40 anos e está à venda também em diversos outros países. Surpreendentemente, a empresa vem lançando gradativamente uma versão sem nada de origem animal da Becel em alguns países com o nome Becel Vegan.

Pelo menos 4 países já contam com a Becel Vegan: Alemanha (link), Áustria (link), Canadá (link) e Holanda (link). Em alguns países, a Becel chama-se Flora. E também existe uma Flora que a Unilever diz ser vegana. Segundo seu site (link), a Flora Freedom é aprovada por sociedades veganas e vegetarianas.

A Becel Vegan é feita de uma mistura de óleos de girassol, canola, linhaça e tem também gordura de palma na composição. É rica em ômega 3 e enriquecida com vitaminas D, A e E. Não tem conservantes ou corantes artificiais. As vitaminas também não são de origem animal.

Na Alemanha, um dos países onde o veganismo mais ganha adeptos, a Unilever tratou que reforçar a campanha de lançamento da Becel Vegan. Até um jogador de futebol muito famoso no país foi contratado para divulgar o produto. Marco Seiler é vegano e já estrelou até campanhas para a PETA.

O jogador gravou um vídeo falando dos benefícios de usar a versão vegana da Becel e ganhou até um site próprio para sua campanha (assista aqui, em alemão). O slogan da campanha estrelada por Marco parece algo feito por uma ONG: “Poder vegano para o seu treino – e para o clima.” – diz o texto.

No Brasil, a Becel Original e a Becel Pro-Activ não têm produtos de origem animal, segundo a fabricante. Já a Becel Sabor Manteiga tem soro de leite. As alternativas, fabricadas por uma empresa que diz não testar em animais, são a Soya Cremosy (link) [ATENÇÃO – ATUALIZAÇÃO EM 24/07/2016 ÀS 12H23: a Soya vem confirmando a alguns clientes que a Soya Cremosy tem leite no aromatizante utilizado na composição, ou seja, não é adequada a veganos. Estamos confirmando a informação para fazer uma matéria completa a respeito.] e a Delícia Canola, ambas da empresa Bunge [ATENÇÃO – ATUALIZAÇÃO EM 25/07/2016 ÀS 17H58: embora não tenhamos uma confirmação oficial, é bastante provável que a Delícia Canola também tenha leite]. A Delícia Canola, no entanto, não consta mais entre as opções disponíveis no site oficial da marca Delícia (link). Fica implícito, portanto, que ela poderá sair de linha em breve.

Diante dessa situação em relação ao lançamento da Becel Vegan, restam algumas perguntas ainda sem respostas. Como a Unilever conseguiu selo de aprovação de sociedades veganas, formadas por ativistas, em vários países? Produtos de empresas que testam em animais não são considerados veganos, mesmo que não tenham nada de origem animal. A empresa está correndo o risco de sofrer um processo por propaganda enganosa?

De qualquer forma, podemos apontar um fato positivo nisso tudo. Uma das empresas mais poderosas do mundo já percebeu que adjetivar um produto como vegano é algo vendável, atrai o público. Mais uma prova incontestável de que o veganismo tem crescido e é bem visto pela sociedade em geral. Esperamos que isso faça com que a Unilever abandone os testes em animais e tenha, de fato, produtos veganos no futuro.

Agora, queremos saber o que você acha de tudo isso.


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