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Embora ainda teste em animais, P&G sinaliza mudança positiva para o fim desta prática

Nada concreto ainda, mas pode ser um passo.




A gigantesca multinacional da higiene pessoal Procter & Gamble (P&G), detentora de marcas como Gillette, Ariel, Pampers, Oral-B, Always (absorvente) e outras, anunciou nessa quinta-feira (21) uma parceria com a ONG Humane Society International (HSI).

A P&G firmou um compromisso com a HSI que consiste em parar de testar em animais nos principais mercados do mundo até 2023. Todos os países da União Europeia e alguns outros pelo mundo já proíbem testes em animais para produtos cosméticos, mas a ideia é levar essa regra para mais países.

A China exige testes em animais para comprovar a segurança de produtos cosméticos fabricados fora do país para que eles possam ser vendidos por lá. A P&G não citou a China no comunicado e deixou brechas no texto que dão a entender que sobre esse mercado eles ainda não podem se comprometer (veja aqui).

Isso significa que mesmo depois de 2023 a P&G provavelmente continuará testando em animais, mas em menos países.

Embora não represente o fim dos testes em animais na P&G, a atitude pode ser entendida como algo positivo para incentivar outras empresas a entrarem na luta contra os testes em animais. Isso pode ajudar especialmente na pressão para que a China aceite testes in vitro (sem animais) para comprovação de segurança de cosméticos, assim como todos os outros países do planeta já fazem.


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