Havaianas, boicote e alternativas
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Uma campanha publicitária da Havaianas, estrelada por Fernanda Torres, virou mais um episódio da polarização política brasileira. Parte do público anunciou boicote à marca por associá-la a posições ideológicas, o que chegou a impactar financeiramente a empresa. Mas, do ponto de vista vegano, a discussão relevante é outra — e bem mais antiga.
Apesar da aparência simples, as Havaianas não são veganas. Na composição da borracha, a marca utiliza ácido esteárico de origem animal, um subproduto da indústria de frigoríficos, usado como auxiliar de processo. Em 2022, a empresa declarou que esse componente representa menos de 0,6% do produto e afirmou ter como objetivo substituí-lo por alternativas vegetais. Até o final de 2025, porém, não houve confirmação pública de que essa substituição foi concluída.
Ou seja, independentemente de propaganda, atriz ou alinhamento político, o fato é que o produto segue contendo insumo de origem animal. Para quem adota o veganismo como prática ética, isso é suficiente para justificar o boicote.
Felizmente, alternativas não faltam. Marcas do grupo Grendene, como Rider, Ipanema, Cartago, Azaleia e Mormaii, se declaram veganas e oferecem centenas de modelos, muitos deles visualmente semelhantes às Havaianas. A troca, portanto, não exige sacrifício estético nem funcional.
No fim das contas, começar o ano “com os dois pés no chão” pode significar algo simples: alinhar consumo e valores, sem ruído político, superstição ou marketing.
Consulta Rápida:
Não é vegano
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Havaianas (uso de ácido esteárico de origem animal)
São veganos
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Rider
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Ipanema
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Cartago
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Azaleia
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Mormaii
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