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JBS-Friboi recebe perdão de R$ 1 bilhão em dívidas com negociação suspeita

Acordo de cavalheiros.


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No início de 2014, o empresário José Batista Júnior, conhecido como Júnior Friboi, era o pré-candidato do PMDB ao governo de Goiás. Em maio, contudo, o empresário que emprestou suas iniciais à JBS desistiu de se candidatar. Notícias de que sua empresa devia R$ 1,3 bilhão aos cofres públicos do Estado de Goiás vazaram na imprensa e obrigaram o empresário a sair da disputa eleitoral, embora ele não diga que esse é o motivo.

Na época das eleições, alguns meses após sua desistência, Júnior declarou apoio a Marconi Perillo, que é de um partido historicamente opositor ao PMDB. Marconi, que venceu as eleições e é o atual governador de Goiás, é do PSDB. O apoio político pouco provável deixou transparecer suas razões nesta segunda-feira (26), após uma reportagem do jornal goiano O Popular (leia aqui).

A dívida monstruosa da empresa que mais mata animais no mundo passava de R$ 1,3 bilhão por sonegação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Nascida em Goiás, a JBS deixou de pagar ICMS por anos, acumulando juros, multas e correção monetária.

Mas uma lei polêmica, aprovada durante as festas de final de ano e em tempo recorde, caiu como uma luva de açougue à Friboi. Foi publicada em 22 de dezembro de 2014 a Lei nº 18.709 (veja aqui), que parece ter sido criada para a empresa de Júnior. No dia seguinte à publicação da lei, a JBS-Friboi aproveitou a brecha aberta para negociar suas dívidas.

Segundo a lei, que foi aprovada após apenas 3 dias de tramitação, toda empresa que pagasse suas dívidas com o Estado de Goiás teria 100% de abatimento em juros, multas e correção monetária. Coincidência ou não, esses são os 3 fatores que fizeram a dívida da JBS virar uma bola de neve gigantesca em plena região central do Brasil.

Resumo da pizza: a JBS-Friboi pagou R$ 170 milhões à vista e parcelou outros R$ 150 milhões em suaves 5 anos. A dívida, que era de R$ 1,3 bilhão, caiu para R$ 320 milhões com facilidade para o pagamento e possível tapinha nas costas. O governador Marconi Perillo, a quem Júnior Friboi cedeu apoio durante as eleições, é quem assina a sanção da lei que deu de bandeja 1 bilhão de reais à JBS-Friboi.

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