Jovem vende próprio leite e fatura R$ 22 mil por mês
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Nos Estados Unidos, uma jovem chamada McKenzie Stelly, de 23 anos, está ganhando destaque por vender seu próprio leite materno a fisiculturistas e atletas que acreditam em supostos benefícios para o desempenho físico. Ela afirma faturar cerca de R$ 22 mil por mês com a prática — e garante que não falta leite para seu bebê de um ano.
A notícia gerou discussões sobre ética e saúde, mas também expõe uma contradição ignorada: todo leite de origem animal é, essencialmente, leite materno. O de vaca é destinado ao bezerro, o de cabra ao cabrito — e, ainda assim, o consumo desses leites é amplamente aceito, enquanto o humano causa estranhamento.
Sob uma perspectiva vegana, essa reação revela o quanto a exploração animal foi normalizada. Considera-se “nojento” um adulto beber leite humano, mas “natural” retirar o leite de outra espécie — obtido à custa de dor, separação e morte de vacas e seus filhotes.
No Brasil, a venda de leite materno é proibida. A doação deve ser feita apenas a bancos de leite que alimentam bebês em situação de risco. A história de McKenzie, embora polêmica, convida a uma reflexão simples: se o leite humano parece estranho, por que o de vaca deveria ser considerado normal?
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