Justiça federal proíbe abate de jumentos e determina que sobreviventes sejam levados a santuários
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Uma decisão da Justiça Federal proibiu o abate de jumentos no Brasil, determinando que os animais sobreviventes sejam encaminhados a santuários, com custos arcados pelo poder público. A medida atende a anos de denúncias de organizações de defesa animal sobre práticas consideradas cruéis e insustentáveis.
Na Bahia, o município de Amargosa abriga o único frigorífico do país voltado ao abate desses animais. A pele dos jumentos era exportada para a China, onde é utilizada na produção de uma gelatina associada à medicina tradicional. Segundo ativistas, essa demanda internacional já levou à redução drástica da espécie em diversos países.
Desde 2010, estima-se que mais de um milhão de jumentos tenham sido mortos no Brasil. Sem criação voltada ao abate, os animais eram capturados e submetidos a longos transportes, frequentemente sem água ou alimento, além de confinamento em condições precárias.
A sentença reconhece tanto os maus-tratos quanto o risco de extinção da espécie. Ainda há incertezas sobre o destino e a quantidade de animais resgatados, mas a decisão representa um avanço significativo para a proteção animal. O caso ainda pode ser alvo de recurso por parte do setor envolvido.
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