Matéria publicada no El País condena produtos veganos ultraprocessados que fazem mal à saúde

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Matéria publicada no El País condena produtos veganos ultraprocessados que fazem mal à saúde

Entenda o caso.


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Quem lê uma recente matéria sobre produtos veganos publicada no jornal espanhol El País (confira aqui) pode imaginar que se trata de mais um daqueles textos contra o público vegano.

Assinado por Lucia Martínez, o texto afirma que a indústria tem se aproveitado da crença de que tudo que é vegano é mais saudável para vender produtos ultraprocessados e com ingredientes baratos como se fossem produtos de alto nível nutricional e que fazem bem à saúde.

A matéria de Lucia causou bastante indignação em algumas pessoas veganas, pois dá a impressão de que os produtos veganos à venda no supermercado, no geral, não são bons para a saúde. Para quem lê rápido, pode até parecer que é melhor consumir produtos de origem animal no lugar deles, mas a verdade é que os produtos animais à venda no supermercado, na maioria das vezes, também são ultraprocessados.

Mas o pior de tudo é que Lucia Martínez está certa. Se você leu o artigo no El País e se indignou, achando que a jornalista era alguém que se vendeu para a indústria da carne, segure o queixo: a autora do texto não é uma jornalista, é uma nutricionista vegana. Sim, vegana.

Lucia é uma nutricionista espanhola que é vegana e que milita por uma alimentação mais saudável para todos, com o mínimo de industrializados. Ela é co-autora de livros como “Cozinha Vegana” e está envolvida diretamente no ativismo pela alimentação sem nada animal. Em seu site, ela define assim a sua luta: “Quero alimentos saudáveis e adequados, pouco processados, sazonais, de produtores locais, sem embalagens desnecessárias. Que tenham sido obtidos de maneira sustentável e justa, sem exploração. E, além disso, quero que haja para todos.” (veja aqui).

O alerta dela é de que a indústria aproveita em seus rótulos expressões como “100% vegetal” ou “Vegano” para apresentar produtos açucarados, pobres em nutrientes e ainda assim caros.

No fim de seu texto no El País, Lucia dá uma grande pista sobre de que lado está: “Estão nos conquistando como clientes com muita facilidade, nós, que somos o reservatório do consumidor crítico e que lemos os rótulos por excelência, estão nos ganhando com um “vê” verde desenhado em uma embalagem.” – diz.

Em sua conta no Twitter, Lucia é ainda mais direta no que quer dizer com tudo isso: “A eterna discussão sobre se ‘tudo vale’ se é vegano. Graças a ela, nos estão vendendo mais merda vegana do que nunca.” – desabafa (veja aqui).

É claro que mais produtos veganos nas prateleiras fazem com que menos produtos não veganos sejam vendidos e isso é bom para os animais. Mas Lucia está certa em fazer o alerta para que o consumidor vegano seja mais exigente com a indústria na questão da qualidade dos produtos.

O público que consome produtos veganos – seja ele formado por pessoas veganas ou não – é cada vez maior. É hora de usarmos essa força comercial para exigir produtos melhores e por preços justos.

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