- visualizações

Moradores de Juiz de Fora protestam contra cheiro de morte vindo de um frigorífico

Assista




PUBLICIDADE:
Apoio Mensal do Santuário Vale da Rainha: https://valedarainha.svr.org.br/apoio-mensal
Instagram do santuário: https://www.instagram.com/ahimsa.santuariovaledarainha
Instagram da hospedagem do santuário: https://www.instagram.com/novaterrahospedagem
Site do santuário: https://www.svr.org.br

Moradores do bairro Vila Ideal, em Juiz de Fora (MG), estão enfrentando um problema grave: um odor insuportável, descrito como cheiro de carne podre, que invade casas mesmo com tudo fechado. A origem foi rapidamente identificada: o matadouro Fripai Alimentos, que funciona no local há 35 anos.

O diretor da empresa admitiu que o cheiro vem dali e explicou o motivo. A estação de tratamento de água interna ficou seis dias parada, acumulando um volume enorme de água misturada com sangue, fezes e resíduos do abate. O resultado foi um cheiro tão forte que começou a afetar até o comércio local, levando estabelecimentos a manterem portas fechadas e aromatizadores ligados o dia inteiro.

Imagens de satélite mostram a estrutura: os galpões onde os animais são abatidos e, ao lado, uma grande área usada para “tratar” a água contaminada antes de despejá-la em um rio próximo — algo comum na indústria da carne, que exige volumes gigantescos de água e gera resíduos capazes de comprometer bairros inteiros.

A prefeitura diz estar acompanhando o caso e avalia multas, mas, uma vez reativado o sistema, tudo tende a “voltar ao normal” — ou seja, ao cheiro constante, porém menos extremo, que já incomodava moradores há décadas.

Para quem vive ao lado de um matadouro, conviver com o cheiro da morte não é metáfora: é a rotina. E talvez, diante desse cenário, alguns passem a questionar o custo real — social, ambiental e ético — de manter essa indústria funcionando.


Ir para a capa do Vista-se (clique aqui)

Apoie com R$ 1,00 por mês (clique aqui)

Nossas redes sociais:
Facebook | YouTube | Instagram | Twitter

Publicidade: