- visualizações

Mulher se choca ao encontrar cílios de porco na marmita de feijoada

Assista ou leia




Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostrou uma mulher encontrando uma pálpebra de porco, com cílios, em uma marmita de feijoada. Embora não se saiba onde o caso ocorreu, o choque não vem de uma irregularidade: a legislação brasileira permite o uso dessa parte do animal. O que raramente aparece é o detalhe que humaniza — ou melhor, animaliza — o prato: os cílios.

A reação de nojo foi imediata. Comentários indignados se multiplicaram, muitos deles acompanhados da clássica tentativa de distanciamento moral: “eu só como feijoada com linguiça” ou “prefiro peixe”. O problema é que essa separação é ilusória. Peixes morrem por asfixia, um dos métodos mais dolorosos de abate, e a linguiça “inofensiva” também carrega partes que poucos imaginam.

No Brasil, quando o rótulo informa apenas “carne suína”, quase qualquer parte do porco pode ser utilizada — incluindo bochecha, focinho e pálpebra. Um exemplo é o paio industrial, como o da Perdigão, cujos primeiros ingredientes incluem carne suína não especificada, carne mecanicamente separada de aves, gordura animal e até corante carmim de cochonilha, feito de insetos.

O caso da marmita funciona como um raro choque de realidade. Aquilo que normalmente é moído, misturado e escondido ganhou forma reconhecível. Para o veganismo, a mensagem é direta: não se trata de “nojo”, mas de coerência. Se a visão da pálpebra incomoda, talvez seja hora de questionar o sistema inteiro — e o que se escolhe colocar no prato.


Ir para a capa do Vista-se (clique aqui)

Apoie com R$ 1,00 por mês (clique aqui)

Nossas redes sociais:
Facebook | YouTube | Instagram | Twitter

Publicidade: