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Mulher “tem a garganta cortada” em frente à lanchonete de frango durante protesto da ONG PETA

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Um protesto recente da ONG vegana PETA, nos Estados Unidos, voltou a expor a brutalidade da indústria da carne. Durante a inauguração de uma unidade da rede Raising Cane’s, ativistas simularam o corte de garganta de uma mulher, representando o sofrimento vivido diariamente por frangos e galinhas nos abatedouros.

A ação contou com a participação da ativista Jamie Logan, que se dispôs a ficar pendurada de cabeça para baixo para provocar reflexão no público. A rede, especializada em tiras de frango, possui mais de 900 lojas e fatura bilhões de dólares, lucrando com a morte de milhões de animais todos os anos.

A contradição se intensifica no slogan da empresa, “One Love” (“Um Amor”), que soa irônico diante da realidade por trás de seus produtos. Enquanto a marca celebra sucesso financeiro, ignora o custo ético e ambiental de suas atividades.

A PETA é conhecida por campanhas polêmicas, que dividem opiniões. Ainda assim, para muitos ativistas, ações impactantes são necessárias para romper a indiferença social. Ao confrontar consumidores com imagens do sofrimento animal, o protesto busca criar conexão entre o prato e a violência invisível que o sustenta.

Mais do que choque, o episódio convida à reflexão: até quando aceitaremos que o lucro fale mais alto que a vida?

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