Pedaços de animais são jogados de helicóptero para a população
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Na véspera de Natal, uma cena registrada em Goiânia chocou o país: um empresário utilizou um helicóptero para lançar pedaços de animais sobre moradores. O responsável é o dono do Frigorífico Goiás, que justificou a ação como “caridade”. As imagens, porém, dividiram opiniões e escancararam um problema ético que vai além da polarização política.
As embalagens exibiam o rosto de Flávio Bolsonaro, repetindo uma estratégia já usada pelo empresário com outros líderes de direita, como Donald Trump e Javier Milei. A associação política transformou o gesto em marketing ideológico, enquanto pessoas corriam atrás da aeronave para recolher carne — uma cena descrita por muitos como degradante.
Após a repercussão negativa em grandes portais, como o G1, o empresário alegou que tentou organizar filas, sem sucesso, e decidiu “distribuir” do alto. A explicação não apaga a crítica central: por que lançar doações do céu, em vez de entregá-los com dignidade?
Do ponto de vista vegano, a crítica é dupla. Primeiro, a exploração animal transformada em espetáculo. Segundo, a instrumentalização da pobreza como palco para autopromoção.
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