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Novo relatório científico alerta para o uso intensivo de antibióticos na criação de animais

Nos EUA, 70% dos antibióticos são usados na pecuária.


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Foi notícia essa semana nos principais meios de comunicação do mundo um novo relatório sobre uso de antibióticos na pecuária. O documento foi publicado (veja aqui, em inglês) no periódico científico Review on Antimicrobial Resistance (Revisão sobre Resistência Antimicrobiana).

Segundo o estudo, coordenado pelo economista Jim O’Neill, o uso de antibióticos na criação de animais considerados de consumo tem criado doenças quase impossíveis de serem combatidas. Isso porque a utilização indiscriminada desses medicamentos faz com que as bactérias se tornem imunes a eles.

Na teoria, antibióticos deveriam ser usados em fazendas apenas quando há um animal com algum problema e após o diagnóstico de um médico-veterinário. Mas, na prática, esses medicamentos são ministrados em animais saudáveis para aumentar o ganho de peso e prevenir possíveis infecções. Isso acontece especialmente em sistemas de criação intensiva, como nas criações de porcos, de frangos e de galinhas exploradas para a produção de ovos.

Em locais fechados, cheios de dejetos como fezes e urina, as infecções se proliferam mais rapidamente e é por isso que o uso de antibióticos é tão comum na pecuária. Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 70% dos antibióticos produzidos são usados em animais. Quase 9.000 toneladas desses medicamentos são usados na pecuária estadunidense por ano e a expectativa é que esse número aumente 67% até 2030 por conta da demanda crescente de produtos de origem animal.

O antibiótico mais forte conhecido é a colistina, que deve ser usado apenas em último caso. Recentemente, cientistas chineses descobriram uma bactéria resistente à colistina e alertaram que estamos à beira de uma era pós-antibióticos. Em poucos anos, a medicina talvez não tenha mais os antibióticos como alternativa para tratar infecções.

Jim O’Neill disse à BBC (veja aqui) que 10 milhões de pessoas vão morrer em 2050 por infecções resistentes à antibióticos se nada for feito.

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